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Espaço Nino Nogueira inicia ano de parcerias artístico-culturais no Rio Vermelho

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Abril é mês de arte

em 21/03/2018

O colecionador Nino Nogueira quer movimentar o Rio Vermelho fora da alta temporada com uma série de eventos combinando arte, cultura e gastronomia. O primeiro deles é a exposição ‘O Que Os Olhos Não Veem’, com fotografias de André Sá Gomes, que será regada às delícias do café Kasa da Alice, e inaugurada com bufê da Divinos doces. “O Rio Vermelho guarda muitos talentos e relíquias, que são mais apreciadas pelos turistas do que pelos baianos. Por isso, muitas das atrações ficam restritas aos meses de verão. Quero que o bairro continue vibrando na baixa estação”, afirma Nino Nogueira, que promete uma agenda cheia de atividades em 2018, envolvendo outros empreendedores do bairro e da cidade.

A partir do dia 06 de abril, o colecionador promove uma exibição de 25 fotos em diferentes formatos das andanças de André Sá Gomes pela Bahia. “São imagens de lugares conhecidos que não estamos acostumados a enxergar, detalhes, recortes, de Salvador, da região cacaueira, da Chapada e do oeste baiano”, comenta o artista. Algumas serão apresentadas em caixas de acrílico, para exposição na horizontal.

Paralelamente, o café Kasa da Alice vai ter uma corner no Espaço Nino Nogueira, com petiscos e drinques - e, na inauguração, o menu do coquetel será desenvolvido pela chef Isabella Curvello da Divinos Doces. A mostra conta também com apoio expográfico do arquiteto Alex Sá Gomes.

PARCERIAS

Nino Nogueira planeja uma série de colaborações com outros talentos do bairro. Em abril, o Hotel Zank, a loja Paradoxo e a doceria Divino Doces irão expor obras de arte da galeria do colecionador em seus estabelecimentos. “Tenho muitos planos para 2018 que já estão começando a acontecer. Além desse evento, estamos organizando série de jantares e festas especiais, unindo grandes nomes da gastronomia baiana e performances em ambientes especiais”, afirma o galerista, que, recentemente, uniu-se a outras personalidades do bairro para defender a preservação da paisagem da orla da Paciência. Na época da revitalização do Rio Vermelho, há mais de um ano, a prefeitura havia autorizado a Embasa a erguer uma edificação de concreto à beira-mar, que iria alterar negativamente a paisagem de perímetro do rio Vermelho tombado como Patrimônio da Bahia. O galerista integrou um movimento que conseguiu embargar a construção grotesca com apoio e resolução do IPAC. “Há muitas pessoas no bairro que entendem a importância patrimonial do Rio Vermelho. Nós estamos nos unindo para que mais pessoas entendam e desfrutem.”